INALAÇÃO
A inalação é um dos métodos mais comuns e eficazes de utilização dos óleos essenciais na aromaterapia.
É o único dos nossos cinco sentidos físicos que se conecta diretamente ao sistema limbico, que é responsável pelas emoções, memórias e comportamentos.
A inalação pode ser feita de várias maneiras:
Inalação a seco:
-Inalação consciente
-Diretamente do frasco
-Inalador pessoal
Outra forma de inalação consciente pode ser feita da seguinte forma:
-colocar 5 gotas do óleo essencial escolhido num lenço ou num pedaço de algodão e inalar.
-Bomba manual
-Inalação passiva
As técnicas de inalação passiva não são consideradas na aromaterapia clínica como terapêuticas mas são uma boa forma de complementar os seus tratamentos, de forma simples e económica e também servem para situações em que não é possível utilizar as outras formas, como em crianças por exemplo.
- Difusores de madeira ou cerâmica…
- Pulseiras ou colares aromáticos…
- Roupa (gola) ou na bata das crianças ou num lenço de pescoço, ou almofada… colocar 2 a 3 gotas quando precisar.
Alguns óleos essenciais mancham por isso tem algum cuidado.
Difusores elétricos:
Nebulizador - São difusores onde colocas apenas Óleos essenciais puros. O recipiente onde colocas os óleos essenciais tem de ser de vidro.
Difusor ultrassónico - como o nebulizador também difunde a frio, mas é necessário colocar água no recipiente.
Inalação húmida:
Esta técnica é boa para aliviar sintomas respiratórios, como congestão nasal, tosse, sinusite e bronquite e também é indicada para limpeza da pele.
Tem cuidado para não te queimares.
Estes são alguns exemplos dos diferentes tipos de inalação na Aromaterapia, existem mais.
A inalação é uma forma eficaz de utilizar os óleos essenciais para promover o bem-estar fisico e emocional. Cada método oferece benefícios específicos que podem auxiliar no alivio de sintomas como o stress, insónia, ansiedade, problemas respiratórios e muito mais!
APLICAÇÃO TÓPICA
Devido à elevada concentração dos Óleos Essenciais, é fundamental diluí-los antes da aplicação na pele. Esta diluição deve ser feita num óleo vegetal ou numa base rica em gordura, como um creme biológico. Caso contrário, o uso direto – especialmente de óleos que podem causar reações adversas como sensibilizações cutâneas ou até queimaduras. Alguns OEs, como o de canela ou orégão, são particularmente dermacaústicos e exigem ainda mais cuidado.
Tal como acontece com a inalação, existem várias formas de aplicar os Óleos Essenciais na pele:
Aplicação direta
Apenas alguns OEs são seguros para aplicação direta sobre a pele, como o de Lavanda, Tea Tree (ou Árvore do Chá) e Hortelã-Pimenta. Mesmo assim, é essencial realizar um teste de sensibilidade – aplica uma gota no interior do pulso ou no cotovelo e aguarda para verificar se ocorre alguma reação. Além disso, utiliza sempre pequenas quantidades: 1 a 3 gotas são suficientes. Todos os outros Óleos Essenciais devem sempre ser diluídos antes de qualquer aplicação tópica.
Massagem
Para usares os óleos essenciais em massagem, basta diluir previamente num óleo vegetal ou creme biológico. Depois, é só aplicar na área desejada, de acordo com a condição que pretendes tratar. Esta forma de aplicação é excelente para aliviar tensões, dores musculares ou simplesmente para relaxar.
Banhos aromáticos
Os banhos com Óleos Essenciais são uma das formas mais completas de tratamento, pois combinam a absorção pela pele com a inalação dos vapores aromáticos. Além disso, o próprio ato de imersão proporciona um profundo relaxamento.
Antes de adicionares os OEs à água do banho, deves diluí-los num óleo vegetal, nunca diretamente na água. A temperatura da água pode ser ajustada conforme o efeito desejado (mais quente para relaxar, mais fria para tonificar). Permanece no banho por, pelo menos, 20 minutos. No final, não enxagues o corpo: seca-te apenas com a toalha para manter os benefícios dos óleos na pele.
INGESTÃO
A ingestão de Óleos Essenciais deve ser considerada apenas como último recurso e exige máxima cautela. Esta forma de utilização requer o acompanhamento de um profissional devidamente qualificado, com formação específica e experiência em aromaterapia clínica, pois envolve riscos significativos se feita de forma inadequada.
Ingerir Óleos Essenciais sem o devido conhecimento pode provocar efeitos adversos sérios e comprometer a tua saúde. Além disso, nem todos os OEs são seguros para ingestão, e mesmo os que são considerados seguros devem ser sempre diluídos previamente numa substância gordurosa (como óleo vegetal), nunca ingeridos puros.
Por isso, nunca recorras à ingestão sem orientação especializada — esta é uma abordagem terapêutica poderosa, mas que deve ser usada com responsabilidade.
Como podes ler nesta publicação existem várias formas de utilizares a aromaterapia. Todas elas são devidamente seguras se bem administradas. Antes de usares os óleos essenciais ou recomendares a outras pessoas, conhece as suas contra-indicações e regras de segurança para não causares danos no utilizador. Assim em vez de tares a fazer bem estas a fazer mal. O uso dos óleos essenciais requer estudo e conhecimento profundo. Em caso de dúvida consulta um profissional de saúde desta área.
Os conteúdos apresentados têm caráter informativo e não substituem a consulta com um profissional qualificado na área de Aromaterapia. Para obteres resultados positivos na Aromaterapia, precisas de orientações adequadas e personalizadas. É essencial procurar o acompanhamento de um especialista para não causares danos graves no organismo do utilizador.
